Mostrando postagens com marcador Intrínseca. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Intrínseca. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Resenha: "Sal"

"Sal"

http://www.sobrelivros.com.br/wordpress/arquivos/2013/07/sal.jpgLeticia Wierzchowski

Editora Intrínseca

239 páginas

#Livro Independente

[Texto Original]

- Sinopse -

Um farol enlouquecido deixa desamparados os homens do mar que circulam em torno da pequena e isolada ilha de La Duiva, expondo-os, todas as noites, às ameaças dos rochedos traiçoeiros. Sob sua luz vacilante, Cecília, matriarca da família Godoy, reconstitui as cicatrizes do passado com linhas e agulhas. Em dolorosa solidão, ela tece uma interminável tapeçaria em que entrelaça as sinas de Ivan, seu marido, e de seus filhos ausentes, elegendo uma cor para cada um.
Muitas gerações da família de origem espanhola zelaram pelo farol naquela ilhota perdida no sul. Apesar da oposição de Doña, sua mãe, Ivan se apaixona por Cecília. Os dois se casam e têm seis filhos — Lucas, Julieta, Orfeu, as gêmeas Eva e Flora, e o temporão Tiberius —, que povoam a ilha com suas personalidades marcantes e talentos misteriosos. Apaixonada pelos livros, a jovem Flora descobre que possui o dom para a literatura e começa a escrever um romance. Tão poderosas são suas palavras que certas cenas deixam o papel e transbordam para a realidade.
O manuscrito chega às mãos do inglês Julius Templeman, professor de Cambridge e especialista em literatura latino-americana. Tomado pelo frescor e pela vitalidade da criação da jovem, ele decide deixar a Europa e ir até La Duiva para conhecer pessoalmente a autora. Sua chegada provoca mudanças profundas e irreversíveis nos moradores da ilha e no próprio Julius. Ele desperta desejos, desencadeia paixões e torna-se o vértice de um inusitado triângulo amoroso, cujas consequências levam os filhos de Cecília a se espalharem pelo mundo em busca de outros verões. Com uma linguagem poética, Leticia Wierzchowski dá voz e vida a cada um dos integrantes da família Godoy, criando sua própria tapeçaria delicada e surpreendente, enriquecida por múltiplos e divergentes pontos de vista.

- A Primeira Impressão -

Enredo novo e criativo - não me surpreenderia se soubesse que a ideia veio de um sonho - num cenário tão rico e cuidadosamente construído. Melancólico demais, talvez, mas indiscutivelmente lindo.
Fica difícil, realmente, de trazer algum ponto negativo ou erro chamativo. Aí, vai depender de gosto.

- O Desenrolar da Estória -

Logo no início fui cativado pela construção brilhante e nada linear dos personagens e da trama. Cada personagem - representado por uma cor que os descreve muito bem - tem a chance de dar, em curtos capítulos, sua perspectiva. 
Se tornou um dos meus favoritos de longe, mas preciso dizer que a experiência de leitura é deveras irregular. Na segunda parte, esta riqueza quase se perde, pois de vários passa apenas para um narrador que foca num romance que é demais. É como se a autora tivesse simplesmente descartado o ponto mais alto do livro. Deixado os outros personagens de lado com um overview muito superficial, pois tinham conflitos tão ricos e promessas tão grandes para o desfecho, e eram descritos com tanto cuidado, que eram o único rumo possível desta estória.

- Pontos Negativos e Holofotes -

Narrativa poética, inspirada e apaixonada que segue ao decorrer de toda a trama e te prende a cada página, sem exceção. Dá pra ver que a autora gosta mesmo do livro - pode parecer bobo de se dizer, mas não é. Coisa que dificulta na hora de emergir, errante e avoado, na madrugada do dia útil. 
O simbolismo das cores só enriquece a beleza da escrita, a diversidade de temas e a facilidade certa na hora de aprofundá-los (Individualidade, glória, perdas. Rancor. Amor incondicional. Mágoas. Sal).
Mais uma prova de que a literatura brasileira tem nomes muito competentes.

- O Trabalho da Editora -

Edição perfeita; parabéns aos designers por pegarem o clima do livro de primeira. A capa e a diagramação estão deslumbrantes, e mais uma vez a Intrínseca traz a folha amarela cheirosa que convence qualquer um a comprar.

- Nota -

"Mas, apesar da volta dos velhos livros, apesar das lembranças todas, eu nunca mais olhei para trás, Cecília. O mar já está bastante cheio de sal."

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhhRPvAzQojZGw9WykiAtTBNNrci35SANh39dZzQb1UPE8T6LKk_gNmHw7k4Wwz4_2sTO3l3kpiu5-O7Ty8Zs07kxn2PPg2jL1JrJQu2KC7Ok6xdfgwkjIN87S_6L6_bI6zsjueoFupVLs/s640/farol.jpg https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhhRPvAzQojZGw9WykiAtTBNNrci35SANh39dZzQb1UPE8T6LKk_gNmHw7k4Wwz4_2sTO3l3kpiu5-O7Ty8Zs07kxn2PPg2jL1JrJQu2KC7Ok6xdfgwkjIN87S_6L6_bI6zsjueoFupVLs/s640/farol.jpg

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhhRPvAzQojZGw9WykiAtTBNNrci35SANh39dZzQb1UPE8T6LKk_gNmHw7k4Wwz4_2sTO3l3kpiu5-O7Ty8Zs07kxn2PPg2jL1JrJQu2KC7Ok6xdfgwkjIN87S_6L6_bI6zsjueoFupVLs/s640/farol.jpg https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhhRPvAzQojZGw9WykiAtTBNNrci35SANh39dZzQb1UPE8T6LKk_gNmHw7k4Wwz4_2sTO3l3kpiu5-O7Ty8Zs07kxn2PPg2jL1JrJQu2KC7Ok6xdfgwkjIN87S_6L6_bI6zsjueoFupVLs/s640/farol.jpg

 - Sobre a Autora -

Leticia Wierzchowski nasceu em Porto Alegre em 1972 e estreou na literatura aos 26 anos. Publicou onze romances e novelas, uma antologia de crônicas, além de cinco livros infantis e infanto-juvenis. É autora de A casa das sete mulheres, romance que inspirou a série homônima produzida pela Rede Globo e exibida em trinta países. Com obras publicadas no exterior, a escritora recebeu o Prêmio Açorianos de Literatura, em 2012, por Neptuno.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Resenha: "O Oceano no Fim do Caminho"

"The Ocean at the End of the Lane"

Neil Gaiman

Editora Intrínseca

202 páginas

#Livro Independente

[Renata Pettengill]


- Sinopse -
Foi há quarenta anos, agora ele lembra muito bem. Quando os tempos ficaram difíceis e os pais decidiram que o quarto do alto da escada, que antes era dele, passaria a receber hóspedes. Ele só tinha sete anos. Um dos inquilinos foi o minerador de opala. O homem que certa noite roubou o carro da família e, ali dentro, parado num caminho deserto, cometeu suicídio. O homem cujo ato desesperado despertou forças que jamais deveriam ter sido perturbadas. Forças que não são deste mundo. Um horror primordial, sem controle, que foi libertado e passou a tomar os sonhos e a realidade das pessoas, inclusive os do menino. Ele sabia que os adultos não conseguiriam - e não deveriam - compreender os eventos que se desdobravam tão perto de casa. Sua família, ingenuamente envolvida e usada na batalha, estava em perigo, e somente o menino era capaz de perceber isso. A responsabilidade inescapável de defender seus entes queridos fez com que ele recorresse à única salvação possível - as três mulheres que moravam no fim do caminho. O lugar onde ele viu seu primeiro oceano.

- A Primeira Impressão -

Dark e misterioso, unicamente de Gaiman, com sua visão estranha sobre a fantasia e o terror. Odeio/amo/invejo este homem e como ele consegue deixar minha cabeça em transe. De primeira, apenas esta capa foi suficiente para me dar calafrios. Depois, a sinopse, que é horrível. E o pior de tudo é que o sobrenatural nem é necessário para que as esquisitas coisas narradas aconteçam.

- O Desenrolar da Estória -
A partir do primeiro capítulo já comecei a me afeiçoar com esse misfit super criativo, e depois que a coisa foi feita, é impossível parar. Não é de certo modo viciante, perceba. Incessante, natural. Cada palavra é essencial e despercebida, como respirar {sendo profundo}. 
Ao todo, no choque da primeira leitura, este livro é irregular. Algumas partes são de tirar o fôlego e criar tremedeiras, enquanto outras são tão estranhas que me deixam sem saber o que sentir a respeito. Preciso admitir que o enredo em si não é tão interessante. Mas são tantas lições infiltradas nas entrelinhas de cada pequeno acontecimento que o leitor (bem, no caso eu) fica fascinado com um imaginário tão fértil quanto este. 

- Pontos Negativos e Holofotes -
Temas como o impacto inevitável dos entes perdidos nos que ainda-não-se-foram e como seguir em frente são um dos tratados e discutidos subliminarmente nesta fábula que parece ser a princípio apenas para assustar crianças - e funcionaria tão bem quanto CoralineMortalidade, o sentido da vida e como ela é o que você faz dela - começando apenas em chamar um pequeno lago de Oceano. E, sobre tudo, inocência e amadurecimento com aquele toque de terror que todo mundo gosta.
Faz alguns dias desde que rolei os olhos pela última página, mas minha cabeça ainda continua "mergulhando" (mas não por muito tempo! não faz bem) ainda mais profundo nesta estória, presa quase por completo. 

- O Trabalho da Editora -
Como de se esperar, o material continua ótimo. A Intrínseca traz uma capa linda, emborrachada, com título em auto-relevo, papel amarelo cheirosíssimo, tradução mais-ou-menos e revisão porca.
No entanto, a devoção da editora sobre os lançamentos continua incrível. A acessibilidade do livro, seja em questões de preço ou procura, é muito boa. E decidi comprar, principalmente, porque eles não conseguiam calar a boca sobre como a estória é tocante (em um bom sentido!). É esse tipo de marketing e cuidado que as outras editoras deveriam adotar. É ele que aumenta a quantidade do símbolo cilíndrico com a bolinha em metamorfose na minha coleção - além, é claro, dos títulos bem selecionados.

- Nota -

"... eu sabia de tudo. O oceano de Lettie Hempstock fluiu dentro de mim e preencheu o universo inteiro, do Ovo à Rosa. Eu soube.
Tudo sussurrava dentro de mim. Tudo falava para tudo, e eu sabia de tudo.
Eu ficaria aqui para sempre.
- Você não pode - disse Lettie. - Ele destruiria você."




- Sobre o Autor -

Neil Richard Gaiman é um autor de romances e quadrinhos inglês. Vive em MinneapolisEstados Unidos e é casado com Amanda Palmer, da banda Dresden Dolls.
Entre suas obras em prosa estão "Deuses Americanos" e "Belas Maldições", a segunda em parceria com Terry Pratchett; e sua criação quadrinística mais conhecida é Sandman, que tem como personagens principais Sandman, a personificação antropomórfica do Sonho, também é conhecido como Morpheus, numa referência à mitologia grega e seus irmãos, Morte, Destino, Delírio, Desejo, Desespero e Destruição.
As capas da revista foram desenhadas pelo parceiro artístico e amigo de Neil Gaiman, Dave McKean (com quem trabalhou em outras histórias em quadrinhos como Violent Cases, Orquídea Negra e Mr. Punch). Em seus trabalhos cinematográficos, encontramos "Mirrormask", seu filme ao lado de Dave McKean e a Jimmy Hensons Company, estreou em Maio de 2005 nos cinemas e "Neverwhere" mini série para televisão que escreveu, e é exibido pela BBC inglesa. Em 2007, entrou em cartaz a animação Beowulf, co-roteirizada por ele, além do longa de Stardust, uma de suas mais aclamadas obras, realizada ao lado de Charles Vess.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Capa e Lançamento de "O Filho de Sobek"


A editora Intrínseca acaba de lançar uma capa original do cross-over das séries "Percy Jackson e os Olimpianos" e "As Crônicas dos Kane", de Rick Riordan: "O Filho de Sobek". Neste conto, os personagens Percy Jackson e Carter Kane contracenam juntos contra apenas um inimigo em comum.



Confira abaixo um trecho de uma entrevista feita com o autor ao USA Today:

P: Seus heróis são tão diferentes. Como você os vê interagindo?

R: Carter e Percy são tão diferentes quanto dois heróis podem ser. Percy é impetuoso e sarcástico e Carter é muito atencioso e reservado, por isso, quando eles se unem inicialmente, é como água e óleo. Eles não parecem formar um bom time, mas têm mais em comum do que você imagina. É, realmente, uma questão de aprenderem a confiar um no outro e a trabalhar em equipe. Foi fascinante unir esses heróis, vindos de mundos muito diferentes, e ver o que acontece.

P: Como você acha que os leitores vão responder à dinâmica?

R: Bem, espero que eles se divirtam lendo tanto quanto eu me diverti ao escrever. Os personagens decolaram juntos e a história ganhou vida própria. Meu único arrependimento é que é um conto. Espero explorar essa dinâmica de forma mais longa algum dia.

P: Você vê uma série Percy-Carter no futuro?

R: Eu adoraria, mas não sei. Tenho mais ideias do que jamais seria capaz de escrever em cinco vidas. É apenas uma questão de quais livros vou começar, então espero que sim. Mas ainda não tenho certeza.

P: Você pode falar sobre sua inspiração para as duas séries?

R: Quanto mais eu me aprofundo na mitologia, mais assunto encontro. Originalmente, eu escrevi cinco livros do Percy Jackson. Achei que cobriria a mitologia grega, mas não poderia estar mais enganado. Quanto mais eu entro no assunto, mais eu descubro. E aqui estou eu, tendo lançado três livros sobre mitologia egípcia, e agora nove sobre a grega, e ainda encontro mais deuses e monstros e histórias que eu não conhecia a partir de mitos antigos. É como uma fonte inesgotável de coisas legais.
Acho que essas histórias têm estado conosco por tanto tempo porque elas exploram temas universais: amizade, lealdade, bravura, patriotismo… o que essas questões significam? E os heróis são muito humanos. Alguns desses personagens têm 3000 anos, mas ainda podemos entender por que eles fazem o que fazem, mesmo quando não concordamos com as suas razões.


A editora anunciou que, por enquanto, o livro traduzido estará (a partir de agora, já) disponível nas lojas Amazon, Kobo, Saraiva, Gato Sabido e Siciliano no formato e-book. Quando questionada sobre o lançamento em formato físico, foi dito que "A princípio, o livro estará disponível apenas em e-book, por questões contratuais."

Fonte.


domingo, 7 de abril de 2013

Resenha: "A Hospedeira"

"The Host"

Stephenie Meyer

Editora Intrínseca

557 páginas

"A Hospedeira" #1

[Renato Aguiar]


- Sinopse -

Melanie Stryder se recusa a desaparecer.
Nosso planeta foi dominado por um inimigo que não pode ser detectado. Os humanos se tornaram hospedeiros dos invasores: suas mentes são extraídas, enquanto seus corpos permanecem intactos e prosseguem suas vidas aparentemente sem alteração. A maior parte da humanidade sucumbiu a tal processo.
Quando Melanie, um dos humanos “selvagens” que ainda restam, é capturada, ela tem certeza de que será seu fim. Peregrina, a “alma” invasora designada para o corpo de Melanie, foi alertada sobre os desafios de viver dentro de um ser humano: as emoções irresistíveis, o excesso de sensações, a persistência das lembranças e das memórias vívidas. Mas há uma dificuldade que Peregrina não esperava: a antiga ocupante de seu corpo se recusa a desistir da posse de sua mente.
Peregrina investiga os pensamentos de Melanie com o objetivo de descobrir o paradeiro dos remanescentes da resistência humana. Entretanto, Melanie ocupa sua mente com visões do homem que ama: Jared, que continua a viver escondido. Incapaz de se separar dos desejos do seu corpo, Peregrina começa a se sentir intensamente atraída por alguém a quem foi submetida por uma espécie de exposição forçada. Quando os acontecimentos fazem de Melanie e Peregrina improváveis aliadas, elas partem em uma busca incerta e perigosa do homem que ambas amam.
Stephenie Meyer apresenta um romance atraente e inesquecível sobre a obstinação do amor e o significado de ser humano.

- A Primeira Impressão -
Quer uma dica?
Consegue ver a propaganda enorme embaixo do nome da autora na capa? Ela só vai te atrasar e irritar com as poucas semelhanças entre as duas séries. Coloque a mão em cima e seja feliz.

- O Desenrolar da Estória -
É preciso dizer que tive problemas com esse livro. A estória é introduzida de forma pesada, curta e grossa e, mesmo quando já sabia o que estava acontecendo, foi difícil me adaptar a esse mundo (tanto é que alguns já deviam tê-lo visto no meu “Lendo Agora” por um tempo XD). Mas já desde aquela época sabia do valor da obra, tanto que, quando me acostumei, a volta foi uma maravilha.
As coisas não parecem ter muito rumo, mas cada pequena reviravolta faz a próxima ainda mais viciante de se acompanhar. 
As “conversas mentais” são o ponto alto da narrativa, esquivando o livro da maldição da protagonista sem-graça que segue todas as estórias da autora (mesmo a da Bree, é) com a presença divertida de Melanie em cada ato de Peg.

- Pontos Negativos -
Logo de cara tive vontade de saber mais sobre o background de Peg, mas quando esse desejo foi atendido, decidi não tê-lo feito, uma vez que a estória começa a se basear só nisso. 
A introdução completamente "jogada" dos vários personagens me deixou um pouco desnorteado, e infelizmente não me deu espaço para amá-los, já que não foram muito bem desenvolvidos.
Os triângulos amorosos aqui são até engraçados, trazendo pontos de vista interessantes, e faz parte dos grandes momentos de descontração que, em minha opinião, às vezes tiram a graça de clímaces super originais e que tinham de tudo para serem angustiantes e fortes (como o final, por exemplo. mesmo que possível de se engolir, ainda consigo ver o medo de seguir em frente com a trama por conta da paixão incessante pelos personagens, dando a permissão de um gancho para continuar a vê-los que permeiam a autora desde “Crepúsculo”).

- O Trabalho da Editora -
Paguei dé real numa promoção louca da Submarino, e quer saber? Fez jus.
A diagramação ficou ótima, mas da tradução tenho ressalvas. Claro que erros acontecem, mas para isso que servem os revisores (e é aí que o bicho pega). Nunca vi tanto erro em livro na minha VIDA, e olha que são TRÊS nomes constantes nos créditos. Não conseguia passar de um capítulo sem, pelo menos, cinco erros de pontuação, palavras faltando letras, nomes de personagens errados (!) ou concordância, do começo ao fim. E, de certa forma, isso também é culpa do tradutor. Como consegue alguém simplesmente não prestar atenção no que acabou de escrever? (sério, eu mesmo releio umas dez vezes cada post antes de publicar) Antiprofissionalismo, não é?
Foi lançada também uma versão com capa do filme, e espero que tenham dado, no mínimo, uma relida na primeira edição de 2009.

Odeio ter coleções desfiguradas, mas o jeito vai ser comprar o próximo livro,
The Soul, em inglês, ou então sonhar para que estas três pessoas, que mancharam muito feio o nome da Intrínseca, tenham criado vergonha na cara e ido fazer o que gostam, realmente. 

- Com Relação ao Filme -
Os filmes adaptados de Stephenie Meyer sempre terão um problema. O grande ponto forte de seus livros é a qualidade da escrita que, mesmo em momentos bobos, chamam a atenção. Portanto, não é por nada que os roteiristas sempre tentam apelar para um clima melodramático, resultando em críticas a la Felipe Neto (se bem que, cá entre nós, os únicos melodramas que prestam do livro foram cortados demais). A trilha sonora repetitiva, em algumas partes, é meio irritante, assim como alguns comentários um tanto desnecessários de Mel (I KNOW, RIGHT?!) deixando tudo meio cansativo. As novas perspectivas da trama são emocionantes, e driblam muito bem os poucos acontecimentos chatos da caverna, desenvolvendo até mais estes personagens que os "originais", digamos assim. 
Já os cenários, efeitos especiais e escolhas de elenco estão incríveis, e se encaixam perfeitamente com os meus.

- Nota -
Sério, necessário. Talvez a única distopia com a manha de ser linda.

 
 


- Sobre a Autora -

Formada em literatura inglesa na Brigham Young University, Meyer ganhou status de celebridade com a repercussão da série Crepúsculo. Considerada uma das 100 pessoas mais influentes do mundo em edição especial da revista Time, a autora mora com o marido e três filhos em Glendale, no Arizona.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Resenha: "A Breve Segunda Vida de Bree Tanner"

"The Short Second Life of Bree Tanner"

Stephenie Meyer
Editora Intrínseca
190 páginas
"Crepúsculo" #BÔNUS
[Débora Isidoro]


- Sinopse -

Bree Tanner mal se recorda da vida que tinha antes de descobrir seus sentidos extremamente aguçados, os reflexos sobre-humanos e a força física sem precedentes. A vida antes da insaciável sede de sangue... Antes de ser uma vampira.
O que ela sabe é que a rotina em um bando de recém-criados é de poucas certezas, e de ainda menos regras: fique alerta, não chame atenção para si mesmo e, acima de tudo, volte para casa antes do nascer do sol, ou será destruído. O que ela não sabe: seu tempo como imortal está se esgotando. Depressa.
Bree encontra em Diego um amigo inesperado, outro jovem vampiro atormentado pelas dúvidas a respeito do monstro que os criou – alguém que conhecem simplesmente por Ela. Quando os dois percebem que são apenas peões em um jogo cujas proporções jamais imaginaram, é preciso descobrir em que acreditar. Mas se tudo o que você sabe sobre sua espécie é uma farsa, onde estará a verdade.

- A Primeira Impressão -   
Okay, eu tive problemas com este livro. Não sei se você já reparou, mas são 200 páginas sem capítulos ou qualquer outro tipo de pausa. Então, sempre que eu queria fazer alguma outra coisa enquanto estava lendo, o retorno seria difícil. Ou nunca aconteceria.
  
- O Desenrolar da História -  
Como eu disse, o livro é difícil de acompanhar, mas uma vez que você achou um tempo livre, a história te suga como uma descarga, muito mais do que com toda a série Crepúsculo. Os personagens são mais autênticos, e o clímax te segue até o fim. É realmente uma pena ler um livro cheio de esperanças quando já se sabe o final terrível que ele tem.

- Pontos Negativos -

Enquanto o final ia se aproximando eu me perguntava porquê Stephenie decidiu escrever este livro. Um final alternativo viria a calhar e me daria muito mais motivos para gostar mais deste spin-off do que do resto da série. Mas, como é o hábito, escritores de YA gostam de judiar do coração de seus fãs com estas mortes que seriam fodas se os personagens não fossem tão cativantes - e quem me conhece sabe que finais valem pela leitura toda.

- O Trabalho da Editora -

A Intrínseca continua incrível, mantendo as edições impecáveis. A tradução do ponto de vista de Bree só ficou chata como a de Bella porque é da mesma autora, então tudo ficou bem. A folha amarela e a diagramação facilitam bastante, e você nem percebe que leu tanto.


- Com Relação ao Filme -

As cenas do filme que mostravam o exército de Victoria foram muito fiéis, ainda mais com o comportamento de vampiros como os da gangue de Raoul; eles são quase monstros de verdade (risos). Adorei Riley e sua história que ronda o filme todo, e Bree nos dá mais dó do que nunca.


- Nota -

“Quer um hambúrguer, garota?”

   

- Sobre a Autora -   

Formada em literatura inglesa na Brigham Young University, Meyer ganhou status de celebridade com a repercussão da série Crepúsculo. Considerada uma das 100 pessoas mais influentes do mundo em edição especial da revista Time, a autora mora com o marido e três filhos em Glendale, no Arizona.

Confira Também: Resenha: "Eclipse"