domingo, 7 de abril de 2013

Resenha: "A Hospedeira"

"The Host"

Stephenie Meyer

Editora Intrínseca

557 páginas

"A Hospedeira" #1

[Renato Aguiar]


- Sinopse -

Melanie Stryder se recusa a desaparecer.
Nosso planeta foi dominado por um inimigo que não pode ser detectado. Os humanos se tornaram hospedeiros dos invasores: suas mentes são extraídas, enquanto seus corpos permanecem intactos e prosseguem suas vidas aparentemente sem alteração. A maior parte da humanidade sucumbiu a tal processo.
Quando Melanie, um dos humanos “selvagens” que ainda restam, é capturada, ela tem certeza de que será seu fim. Peregrina, a “alma” invasora designada para o corpo de Melanie, foi alertada sobre os desafios de viver dentro de um ser humano: as emoções irresistíveis, o excesso de sensações, a persistência das lembranças e das memórias vívidas. Mas há uma dificuldade que Peregrina não esperava: a antiga ocupante de seu corpo se recusa a desistir da posse de sua mente.
Peregrina investiga os pensamentos de Melanie com o objetivo de descobrir o paradeiro dos remanescentes da resistência humana. Entretanto, Melanie ocupa sua mente com visões do homem que ama: Jared, que continua a viver escondido. Incapaz de se separar dos desejos do seu corpo, Peregrina começa a se sentir intensamente atraída por alguém a quem foi submetida por uma espécie de exposição forçada. Quando os acontecimentos fazem de Melanie e Peregrina improváveis aliadas, elas partem em uma busca incerta e perigosa do homem que ambas amam.
Stephenie Meyer apresenta um romance atraente e inesquecível sobre a obstinação do amor e o significado de ser humano.

- A Primeira Impressão -
Quer uma dica?
Consegue ver a propaganda enorme embaixo do nome da autora na capa? Ela só vai te atrasar e irritar com as poucas semelhanças entre as duas séries. Coloque a mão em cima e seja feliz.

- O Desenrolar da Estória -
É preciso dizer que tive problemas com esse livro. A estória é introduzida de forma pesada, curta e grossa e, mesmo quando já sabia o que estava acontecendo, foi difícil me adaptar a esse mundo (tanto é que alguns já deviam tê-lo visto no meu “Lendo Agora” por um tempo XD). Mas já desde aquela época sabia do valor da obra, tanto que, quando me acostumei, a volta foi uma maravilha.
As coisas não parecem ter muito rumo, mas cada pequena reviravolta faz a próxima ainda mais viciante de se acompanhar. 
As “conversas mentais” são o ponto alto da narrativa, esquivando o livro da maldição da protagonista sem-graça que segue todas as estórias da autora (mesmo a da Bree, é) com a presença divertida de Melanie em cada ato de Peg.

- Pontos Negativos -
Logo de cara tive vontade de saber mais sobre o background de Peg, mas quando esse desejo foi atendido, decidi não tê-lo feito, uma vez que a estória começa a se basear só nisso. 
A introdução completamente "jogada" dos vários personagens me deixou um pouco desnorteado, e infelizmente não me deu espaço para amá-los, já que não foram muito bem desenvolvidos.
Os triângulos amorosos aqui são até engraçados, trazendo pontos de vista interessantes, e faz parte dos grandes momentos de descontração que, em minha opinião, às vezes tiram a graça de clímaces super originais e que tinham de tudo para serem angustiantes e fortes (como o final, por exemplo. mesmo que possível de se engolir, ainda consigo ver o medo de seguir em frente com a trama por conta da paixão incessante pelos personagens, dando a permissão de um gancho para continuar a vê-los que permeiam a autora desde “Crepúsculo”).

- O Trabalho da Editora -
Paguei dé real numa promoção louca da Submarino, e quer saber? Fez jus.
A diagramação ficou ótima, mas da tradução tenho ressalvas. Claro que erros acontecem, mas para isso que servem os revisores (e é aí que o bicho pega). Nunca vi tanto erro em livro na minha VIDA, e olha que são TRÊS nomes constantes nos créditos. Não conseguia passar de um capítulo sem, pelo menos, cinco erros de pontuação, palavras faltando letras, nomes de personagens errados (!) ou concordância, do começo ao fim. E, de certa forma, isso também é culpa do tradutor. Como consegue alguém simplesmente não prestar atenção no que acabou de escrever? (sério, eu mesmo releio umas dez vezes cada post antes de publicar) Antiprofissionalismo, não é?
Foi lançada também uma versão com capa do filme, e espero que tenham dado, no mínimo, uma relida na primeira edição de 2009.

Odeio ter coleções desfiguradas, mas o jeito vai ser comprar o próximo livro,
The Soul, em inglês, ou então sonhar para que estas três pessoas, que mancharam muito feio o nome da Intrínseca, tenham criado vergonha na cara e ido fazer o que gostam, realmente. 

- Com Relação ao Filme -
Os filmes adaptados de Stephenie Meyer sempre terão um problema. O grande ponto forte de seus livros é a qualidade da escrita que, mesmo em momentos bobos, chamam a atenção. Portanto, não é por nada que os roteiristas sempre tentam apelar para um clima melodramático, resultando em críticas a la Felipe Neto (se bem que, cá entre nós, os únicos melodramas que prestam do livro foram cortados demais). A trilha sonora repetitiva, em algumas partes, é meio irritante, assim como alguns comentários um tanto desnecessários de Mel (I KNOW, RIGHT?!) deixando tudo meio cansativo. As novas perspectivas da trama são emocionantes, e driblam muito bem os poucos acontecimentos chatos da caverna, desenvolvendo até mais estes personagens que os "originais", digamos assim. 
Já os cenários, efeitos especiais e escolhas de elenco estão incríveis, e se encaixam perfeitamente com os meus.

- Nota -
Sério, necessário. Talvez a única distopia com a manha de ser linda.

 
 


- Sobre a Autora -

Formada em literatura inglesa na Brigham Young University, Meyer ganhou status de celebridade com a repercussão da série Crepúsculo. Considerada uma das 100 pessoas mais influentes do mundo em edição especial da revista Time, a autora mora com o marido e três filhos em Glendale, no Arizona.

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