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sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Resenha: "Paperboy"

"The Paperboy"

Pete Dexter

Editora Novo Conceito

333 páginas

#Livro Independente

[Ivar Panazzolo Júnior]



- Sinopse -
Hillary Van Wetter foi preso pelo homicídio de um xerife sem escrúpulos e está, agora, aguardando no corredor da morte. Enquanto espera pela
sentença final, Van Wetter recebe cartas da atraente Charlotte Bless, que está determinada a libertá-lo para que eles possam se casar.
Bless tentará provar a inocência de Wetter conquistando o apoio de dois repórteres investigativos de um jornal de Miami: o ambicioso Yardley
Acheman e o ingênuo e obsessivo Ward James.
As provas contra Wetter são inconsistentes e os escritores estão confiantes de que, se conseguirem expor Wetter como vítima de uma justiça caipira e racista, sua história será aclamada no mundo jornalístico. No entanto, histórias mal contadas e fatos falsificados levarão Jack James, o irmão mais novo de Ward, a fazer uma investigação por conta própria. Uma investigação que dará conta de um mundo que se sustenta sobre mentiras e segredos torpes.

- A Primeira Impressão -
É uma leitura muito agradável, eu diria.
É muito bem construído e balanceado, tem seus momentos de humor, tensão, tristeza e aprofundamento em questões mais delicadas - que são várias e sempre com um propósito -, as quais foram bem medidas e cautelosamente discernidas antes de descritas. Cada pequeno acontecimento é importante e singularmente especial para completar sua boa experiência.

- O Desenrolar da Estória -
Meus parabéns ao sr. Dexter por um dos narradores mais confiáveis, curtos e diretos que esta narrativa em primeira pessoa possa desejar/merecer. 
O autor não acelera nem vai devagar demais - algo, ao que me parece, que seus tempos jornalísticos tenham influenciado. Assim como a falta de rumo consistente e direto, acho que esse é um dos pontos que me fizeram não cansar em parte alguma; fez deste um livro go-toÉ valorizado apenas o essencial; parece até que o enredo foi agrupado, e não escrito de cabo a rabo e linear.
E por ser mais jornalista-investigativo, adorei como o livro destrói sua própria imagem de acordo com o tempo. Onde há uma frase, há algo novo.

- Pontos Negativos e Holofotes -
Em outros dias, dou risada de críticas à mídia, mesmo sabendo que comentários como estes sempre têm um fundo de verdade. Mas através do ponto de vista de um jornalista, de alguém que esteve mesmo , fui forçado a acreditar no cru comercial das fontes de informação. Tudo é baseado em reputação.
Como um ponto de vista muda tudo... e como o poder aquisitivo muda/manipula um ponto de vista. A ambição corrompe a essência. E, realmente, fica difícil de encontrar homens intactos aqui dentro.
Dá pra se ver que gostei bastante. Não é um "se não tiver nada mais pra ler, pode vir a calhar", pois o livro tem seu mérito, fala alguma coisa. É bom, sim, e uma ótima escolha de leitura.
E não deve ser julgado por ter o Troy Bolton na capa.
Pela foto do autor (olhem o preconceito), não se dá nada pelo livro, mas acontece que fiquei muito surpreso com a inteligência da es(his? parece um pouco)tória e da paciência do autor ao redigi-la. Gente, Paperboy! (!!) Recomendo de verdade.

- O Trabalho da Editora -
Novo Conceito traz para o Brasil uma edição mais que decente. Adorei a tradução - acho que consigo imaginar o original caipira, e concordo com o jeito que a história nos foi apresentada - e o material do livro é muito bom, mesmo.
É o primeiro livro que leio deles e acho que me trouxe um bom conceito do seu trabalho - ok, ruuuuuim.

- Em relação ao Filme -

Muitos personagens foram mudados e os meios para se mostrar a trama foram alterados. Sinceramente, quando um livro precisa ser adaptado demais para virar filme, é melhor que não seja incomodado at all
Também achei o filme bom; também tem seu próprio mérito. Mas parece que conta uma outra estória. É tão diferente que se torna heresia tentar comparar.

- Nota -
"O que mais detestavam não era estarem errados, mas terem de ficar em silêncio.
O que mexia com eles não era saber das coisas, mas poder falar sobre elas. Por alguns momentos, isso fazia com que eles fossem tão importantes quanto as próprias notícias."

- Sobre o Autor -

Pete Dexter: Romancista vencedor do National Book Award, é de Michigan, nos Estados Unidos. Foi colunista do Philadelphia Daily News e do The Sacramento Bee, e articulista em revistas como Sports Ilustrated e Playboy. Vive em uma ilha na costa de Washington.

quarta-feira, 14 de março de 2012

"Estilhaça-me", de Tahereh Mafi

O livro será lançado no dia 29 de março pela editora Novo Conceito.

Não sou louca
Juliette nunca se sentiu como uma pessoa normal. Nunca foi como as outras meninas de sua idade. O motivo: ela não podia tocar ninguém. Seu toque era capaz de ferir e até matar.
Durante anos, Juliette feriu e, segundo seus pais, arruinou o que estava à sua volta com um simples toque, o que a levou a ser presa numa cela.
Todo dia era escuro e igual para Juliette até a chegada de um companheiro de cela, Adam. Dentro do cubículo escuro, Juliette não tinha notícias do mundo lá fora. Adam ia atualizando-a de tudo.
Juliette não entendeu bem o que estava acontecendo quando foi retirada daquela cela e supostamente libertada, ao lado de Adam, e se vê em uma encruzilhada, com a possibilidade de retomar sua vida, mas por caminhos tortuosos e totalmente desconhecidos.