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quinta-feira, 28 de março de 2013

Resenha: "O Menino do Pijama Listrado"

"The Boy in the Striped Pyjamas"

John Boyne

Editora Cia. das Letras

186 páginas

#Livro Independente

[Augusto Pacheco Calil]


- Sinopse -

É muito difícil descrever a história de O menino do pijama listrado. Normalmente, o texto de orelha traz alguma dica sobre o livro, alguma informação, mas nesse caso acreditamos que isso poderia prejudicar sua leitura, e talvez seja melhor realizá-la sem que você saiba nada sobre a trama.
Caso você comece a lê-lo, embarcará em uma jornada ao lado de um garoto de nove anos chamado Bruno (embora este livro não seja recomendado a garotos de nove anos). E cedo ou tarde chegará com Bruno a uma cerca.
Cercas como essa existem no mundo todo. Esperamos que você nunca se depare com uma delas.

- A Primeira Impressão -

Se você nunca leu este livro, já deve ter ouvido falar. Se ouviu e passou adiante, repense, e de novo quando chegar à última página desta estória que, mesmo novinha e um tanto peculiar, já é considerada clássica.

- O Desenrolar da Estória -
Não sei dizer se é mal escrito. Os personagens, a narração e os diálogos (até dos adultos) são tão infantis que dá medo, pois esse não é um livro infantil. Mas, mesmo com uma estória boba a princípio, é quase impossível deixar o livro de lado, pois a estória é bem construída e desenvolvida, sendo cada pequeno capítulo importante para o desfecho. A cada palavra das últimas páginas vinha uma batida pesada do coração, deixando o leitor a adivinhar o óbvio e desejar que não o fosse.

- Pontos Negativos e Holofotes -
O subtítulo original é "uma fábula", e o livro foi até publicado primeiramente numa editora de livros para crianças, o que conclui minha irritação. Apesar do estilo ingênuo com o qual a estória segue, inclusive censurando levemente cenas mais pesadas óbvias para quem prestar a atenção, o tratamento que receberia pelo público infantil seria miserável, pois estes quase não entenderiam o que estava acontecendo (como a pronúncia errada de “Fúria”, “Haja-Vista” ou o próprio porquê do pijama).

- O Trabalho da Editora -
Companhia das Letras dá um show de tradução e revisão como sempre, com suas aspas ao invés de travessões e nenhum erro, desde que eu me lembre. A capa tem uma textura áspera que a faz, automaticamente, dobrar-se para fora. Se as orelhas fossem um pouco maiores, tenho certeza de que isso não aconteceria (mas não deixa de ser perfeita, é claro).

- Com Relação ao Filme -
O filme ficou também muito bonito e infinitamente mais angustiante, pois ver tudo aquilo de forma tão crua na sua frente é bem pior que imaginar. Os atores são fofinhos e acho que nada da estória se perdeu - pelo contrário, até adicionaram cenas que, misturadas com aquela trilha sonora, que já é trágica por si só, conseguiram tirar mais lágrimas que o próprio livro.

- Nota -



- Sobre o Autor -
John Boyne nasceu na Irlanda, em 1971, e é o autor de sete romances. O menino do pijama listrado venceu dois Irish Book Awards, foi finalista do British Book Award e, em 2008, foi transformado em filme pela Miramax. Os livros de Boyne foram traduzidos para mais de trinta idiomas. Ele mora em Dublin. Dele, a Companhia das Letras também publicou os romances adultos O garoto no convés e O Palácio de Inverno. Para saber mais sobre o autor, acesse o site (em inglês): www.johnboyne.com

terça-feira, 19 de março de 2013

Resenha: "A Revolução dos Bichos"

"Animal Farm"

George Orwell

Cia. das Letras

112 páginas

#Livro Independente

[Heitor Aquino Ferreira]

- Sinopse -

Cansados da exploração a que são submetidos pelos humanos, os animais da Granja do Solar rebelam-se contra seus donos e tomam posse da fazenda, com o objetivo de instruir um sistema cooperativo e igualitário, sob o slogan “Quatro pernas bom, duas pernas ruim”.Mas não demora muito para que alguns bichos - em particular os mais inteligentes, os porcos - voltem a usufruir de privilégios reinstituindo aos poucos um regime de opressão, agora inspirado no lema “Todos os bichos são iguais, mas alguns são mais iguais que outros”. A história da insurreição libertária dos animais é reescrita de modo a justificar a nova tirania, e os dissidentes desaparecem ou são silenciados à força.Instrumentalizada na época da Guerra Fria como arma anticomunista, A revolução dos bichos transcende os marcos históricos da ditadura stalinista que a inspirou e resplandece hoje, passados mais de sessenta anos de seu surgimento, como uma das mais extraordinárias fábulas sobre o poder que a literatura já produziu.

- A Primeira Impressão -
George Orwell é sensacional. Tive receio de não conseguir entender o que queria dizer com suas obras, mas este livro foi tudo. Mesmo bobo à primeira vista, vai deixar seu queixo caído por um bom tempo - uma p*ta distopia do mestre das distopias.

- O Desenrolar da Estória -

Não precisa ter medo. O livro é fino e até parece ter sido escrito para crianças - ou para burros. Os personagens são tímidos e até engraçados, dando uma fluidez bem gostosa pra estória. E, a partir do momento em que a revolução mostra suas consequências e os princípios da sociedade utópica que pretendiam criar vão se destruindo, eu fui também sentindo um pesar enorme no coração e roí as unhas de dó dos animais que, a princípio (como diz no subtítulo original) queriam sua vida como uma fábula. 

- Pontos Negativos e Holofotes -
O que mais gostei foi do jeito que Eric tratou os animais como seria de imaginado se conseguissem pensar: os porcos espertos e cheios de artimanhas, os cavalos apenas fortes e burros, as ovelhas... como ovelhas, o burro como o grande filósofo (vê se pode), os pássaros como mensageiros e o corvo como uma figura religiosa (sdds Poe); e isso só pode te irritar se lembrar que estes animais representam, na verdade, muitas sociedades com líderes persuasivos e cidadãos de cérebros lavados. Simples, porém eficiente, esse livro foi (e ainda é) um grande estopim para os tapas na cara e abertas de olho.

- O Trabalho da Editora -
A tradução ficou muito muito boa, e a diagramação da capa e das páginas é simplesmente linda. Os apêndices que a editora trouxe também são muito legais pelos pontos de vista diferentes que se pode adquirir, e é muito interessante ver a trajetória do autor para publicar e divulgar seu livro super polêmico em meio à censura.

- Com Relação ao Filme -
Devido à tecnologia da época (1999), é claro que as habilidades de dublagem e efeitos especiais não eram muito grandes, então fica meio chato ter que falar mal de um filme que tem, ao seu 90%, protagonistas que são animais. Assisti apenas metade (não tive coragem de continuar xD ) e posso dizer que nela a adaptação ficou boa, até meio cômica se for relevar o sistema de dinossauro que, infelizmente, era o único disponível.

- Nota -
"Todos os bichos serão iguais"


- Sobre o Autor -
George Orwell (pseudônimo de Eric Arthur Blair) nasceu em 1903, na Índia e estudou em colégios tradicionais da Inglaterra. Jornalista, crítico e romancista, é um dos mais influentes escritores do século XX. Dele a Companhia das Letras publicou Dentro da baleia e outros ensaios, Na pior em Paris e Londres, A flor da Inglaterra, Dias da Birmânia, 1984, O caminho para Wigan Pier e Como morrem os pobres e outros ensaios. Morreu de tuberculose em 1950.

terça-feira, 31 de julho de 2012

'Seguinte': o novo selo da Cia das Letras

A editora Companhia das Letras vai estreiar seu novo selo voltado para livros de aventura, literatura pop e romance: o selo Seguinte.


A equipe da Seguinte vai falar sobre os lançamentos programados, mostrar uma prévia do novo site e conversar um pouco com os leitores e também terá sorteios de brindes e livros!
O evento é aberto a todos e durante toda a Bienal, quem passar no estande da Companhia das Letras poderá pegar o livreto exclusivo da Seguinte, com o 1° capítulo dos lançamentos de setembro e outubro!
Para quem não puder ir ao evento, fica a dica: fiquem de olho no facebook da Seguinte!

domingo, 22 de abril de 2012

Resenha: "Mau Começo"

"The Bad Beginning"
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Lemony Snicket
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Editora Cia. das Letras
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148 páginas
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"Desventuras em Série" #1
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[Carlos Sussekind]




- Sinopse -
Violet, Klaus e Sunny são encantadores e inteligentes, mas ocupam o primeiro lugar na classificação das pessoas mais infelizes do mundo. De fato, a infelicidade segue os seus passos desde a primeira página, quando eles estão na praia e recebem uma trágica notícia. Esses ímãs que atraem desgraças terão de enfrentar, por exemplo, roupas que pinicam o corpo, um gosmento vilão dominado pela cobiça, um incêndio calamitoso e mingau frio no café da manhã.

- A Primeira Impressão -
O filme foi bom, mas achei que ler os treze livros seria repetitivo demais. Mesmo assim decidi dar uma chance, já que todos estavam falando bem dessa série, e pelo que percebi, não foi desperdício de tempo de jeito nenhum.

- O Desenrolar da História -
Morreram. Boa sorte! O começo é quase assim; mas com um toque de tristeza, pois a história gira em torno dos três Baudelaires filhos (órfãos, desculpe). A história tem um ritmo perfeito - em alguns casos, mesmo o livro sendo pequeno ele pode ser insuportável - e é uma ótima introdução do que vem a seguir na série. Com personagend inteligentes e sarcásticos, o livro traz momentos de diversão, mesmo com uma sinopse tão sombria.

- Pontos Negativos -
Esse livro foi bem criativo e interativo, então não tenho muito do que reclamar não. Algumas coisas apenas ficaram um pouco manjadas, mas como disse antes: é uma ótima introdução, e temos mais doze livros pela frente para devorar e apreciar. Recomendo com toda a certeza!

- O Trabalho da Editora -
A tradução é boa, e a edição ficou muito bonitinha, com as ilustrações em cada capítulo e mais as outras duas de página inteira (sem falar da capa e da lombada, que estão incríveis!). Só estranhei as áspas ao invés do travessão, mas peguei o jeito depois que comecei a ler livros em inglês. Parabéns ao povo clássico da Cia. das Letras, que não falha em nenhuma obra!

- Com Relação ao Filme -
Ainda não li a obra final, então não sei dizer se o primeiro livro ficou bom como o último suspiro de Olaf. Mas em relação à fidelidade, todos seguiram bastante o estilo do livro, tanto em estilo quanto em termos de história, então pra quem tá começando consegue se acostumar, só fica sabendo o final (que não sei dizer se é igual ao da série ou não).
- Nota -
 - Sobre o Autor -
Originalmente, Handler utilizava o codinome Lemony Snicket ao invés do seu próprio nome na lista de correio de diversas organizações de extrema direita que ele pesquisava para escrever um de seus livros. Isso se tornou uma espécie de brincadeira entre os seus amigos, que costumavam pedir pizzas sob o nome. Como Lemony Snicket, Handler escreve uma série de livros chamada Desventuras em Série, sendo que Snicket faz parte de história assim como seus irmãos e a mulher que amava. Atualmente há treze livros lançados da série, junto com sua Autobiografia Não Autorizada e The Beatrice Letters.
É casado com Lisa Brown, artista gráfica que conheceu na universidade.